O primeiro atelier de tradução coletiva dedicado à obra de Agustina Bessa-Luís decorreu no passado dia 4 de outubro no Setor Consular da Embaixada de Portugal em Atenas no âmbito das celebrações do centenário do nascimento da escritora portuguesa (1922-2022).

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O Tradutor Nikos Pratsinis coordenou o processo de tradução literária coletiva focado no conto "O homem que eu matei" (Primeiros contos e outros contos, ed. Relógio d´Água) em companhia da Professora de Língua Portuguesa na Universidade de Atenas, Ana Maria soares, que em qualidade de falante nativa e especialista em literatura ajudou no esclarecimento de diferentes questões linguísticas e pragmáticas do Português, oferecendo uma visão mais ampla relativamente à obra de Agustina Bessa-Luís.

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Os quinze participantes, na sua maioria gregos com alto nível de conhecimento da Língua Portuguesa, já tinham trabalhado no conto de Agustina Bessa-Luís individualmente e, durante as três horas que durou, o atelier estiveram a apresentar as suas versões, a colocar dúvidas ou objeções, e a trocar opiniões de caráter linguístico, pragmático e cultural com o Tradutor e a Professora. 

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Esta iniciativa de caráter educativo-cultural, que contou com o apoio do Camões, I.P. e da Editora Relógio d´Água, ofereceu um resultado muito satisfatório que, após ser completado e editado por Nikos Pratsinis, será publicado na revista literária eletrónica de livre acesso Hartis (edição novembro 2022) com o objetivo de dar a conhecer a obra de Agustina Bessa-Luís e marcar o seu centenário de nascimento deste Prémio Camões (2004).

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Este atelier de tradução literária coletiva, primeiro de uma série de iniciativas da mesma natureza, foi inaugurado pelo Chefe de Missão Adjunto, Dr. Thiago Carvalho, que ofereceu o Porto de Honra e deu a bem-vinda aos participantes. O próximo atelier de tradução literária coletiva terá lugar no início de dezembro e o seu objeto de análise e tradução serão os poemas de José Saramago no âmbito das celebrações do centenário do Nobel de Literatura Português.

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